Dobradeira de prensa É um equipamento mecânico profissional usado para dobrar chapas metálicas (como chapas de aço, chapas de alumínio, etc.) e é amplamente utilizado no processamento de chapas metálicas, fabricação de máquinas, automóveis, eletrodomésticos, estruturas metálicas e outras indústrias. Ele dobra chapas retas em ângulos ou formatos específicos (como ângulos retos, arcos, em forma de U, em forma de V, etc.) de acordo com os requisitos do projeto, aplicando pressão, e é um equipamento fundamental para a conformação de peças de chapa metálica.
Seja uma prensa dobradeira hidráulica, mecânica, manual, elétrica, CNC ou convencional, todas têm a mesma missão: processar metal com precisão incomparável. Essa precisão garante que cada dobra atenda às suas especificações exatas, o que é essencial para assegurar a qualidade e a eficiência do seu projeto.
Neste artigo, vamos nos concentrar nos principais componentes que tornam a prensa dobradeira tão eficaz, discutir os tipos mais comuns e fornecer dicas práticas para solucionar problemas e realizar a manutenção necessária para manter sua máquina em perfeitas condições.
Índice
1. O que é uma prensa dobradeira? Como ela funciona?
Dobradeira de prensa É uma máquina capaz de dobrar chapas finas. Sua estrutura principal inclui um suporte, uma bancada de trabalho e uma placa de fixação. A bancada de trabalho é posicionada sobre o suporte. Ela consiste em uma base e uma placa de pressão. A base é conectada à placa de fixação por meio de uma dobradiça. A base é composta por uma carcaça, uma bobina e uma placa de cobertura. A bobina é posicionada em uma cavidade na carcaça da base, e a parte superior dessa cavidade é coberta pela placa de cobertura. Durante o uso, a bobina é energizada por um fio, e após a energização, uma força de atração é gerada na placa de pressão, fixando a chapa fina entre a placa de pressão e a base. Devido ao uso da força de fixação eletromagnética, a placa de pressão pode ser moldada em uma variedade de peças, inclusive com paredes laterais, e sua operação é bastante simples.
A prensa dobradeira divide-se em prensa dobradeira manual e prensa dobradeira hidráulica., Prensa dobradeira CNC e prensa dobradeira puramente elétrica. A prensa dobradeira manual divide-se ainda em prensa dobradeira manual mecânica e prensa dobradeira manual elétrica. A prensa dobradeira hidráulica pode ser dividida em sincronização por eixo de torção, sincronização mecânico-hidráulica e sincronização eletro-hidráulica, de acordo com o método de sincronização. A prensa dobradeira hidráulica pode ser dividida em tipos superior e inferior, de acordo com o modo de movimento.
A lógica de funcionamento da prensa dobradeira: Posicionamento da chapa → Extrusão pela matriz (controle de força e forma) → Deformação plástica + compensação do retorno elástico → Conformação precisa das peças. Através do mecanismo triplo de “sistema de acionamento que fornece energia, matriz que define a forma e sistema CNC que garante a precisão”, a prensa dobradeira realiza a transformação eficiente de chapas metálicas do plano para o tridimensional, sendo um equipamento essencial e indispensável para o processamento de chapas metálicas na manufatura moderna.


2. Quais são os principais componentes de uma prensa dobradeira?
A estrutura é composta principalmente por colunas esquerda e direita, uma bancada de trabalho e uma travessa. Os cilindros hidráulicos esquerdo e direito são fixados nas colunas. O cursor é conectado ao pistão do cilindro hidráulico e se move para cima e para baixo ao longo do trilho guia fixado na coluna. A matriz inferior é fixada na bancada de trabalho e a matriz superior é instalada na extremidade inferior do cursor. O sistema hidráulico fornece a potência e o sistema elétrico fornece os comandos. Sob a ação do cilindro hidráulico, o cursor empurra a matriz superior para baixo e fecha com a matriz inferior para realizar a dobra da chapa. As colunas esquerda e direita, a bancada de trabalho e o cursor (doravante denominados as três partes principais) são as partes essenciais da prensa dobradeira. A soma do peso das três partes principais representa de 70% a 80% do peso total de uma prensa dobradeira. Sua resistência e rigidez determinam diretamente a precisão operacional, a vida útil e a precisão da peça usinada pela máquina-ferramenta.
Parte da estante:
- Parte deslizante: adota-se transmissão hidráulica, e a parte deslizante é composta por um cursor, um cilindro e uma estrutura de ajuste fino com batente mecânico. Os cilindros esquerdo e direito são fixados na estrutura, e o pistão (haste) aciona o cursor para cima e para baixo por meio da pressão hidráulica, e o batente mecânico é controlado pelo sistema de controle numérico para ajustar o valor;
- Parte da bancada: a caixa de botões aciona o motor para mover o batente de material para frente e para trás, e a distância de movimento é controlada pelo sistema de controle numérico, com leitura mínima de 0,01 mm (existem limites de curso nos interruptores nas posições frontal e traseira);
- Sistema síncrono: A máquina é composta por um mecanismo mecânico síncrono formado por um eixo de torção, um braço oscilante e um rolamento de junta, que possui estrutura simples, desempenho estável e confiável, e alta precisão de sincronização. O batente mecânico é ajustado pelo motor, e o sistema de controle numérico controla o valor;
- Mecanismo de parada do material: O mecanismo de parada do material utiliza transmissão por motor, e os dois parafusos são acionados para se moverem de forma síncrona por meio de operação em cadeia, sendo que o sistema de controle numérico controla o tamanho da parada do material.
Sistema de moldagem
- Matriz superior (matriz convexa): instalada em um cursor que pode se mover para cima e para baixo, seu formato determina o perfil de dobra (como em forma de V, em forma de arco, em forma de Z, etc.).
- Matriz inferior (matriz côncava): fixada na bancada, fornece suporte e entalhe de dobra; a largura do entalhe afeta a força de dobra e o raio de curvatura.
- Função fundamental: A folga do molde precisa corresponder à espessura da chapa. Por exemplo, ao dobrar chapas grossas, é necessário um entalhe largo na matriz inferior para evitar que a chapa seja comprimida e rache.


Sistema de acionamento:
- Acionamento hidráulico (mais comum): O cursor é empurrado para baixo pelo cilindro hidráulico, com grande potência (a força de dobra pode atingir centenas a milhares de kilonewtons), adequado para chapas grossas ou peças grandes, características: operação suave, alta precisão, a prensa dobradeira hidráulica CNC pode atingir controle de ângulo de ±0,1°.
- Acionamento mecânico: movido por motores, engrenagens, parafusos, etc., com baixa potência, adequado para chapas finas (como chapas de aço ≤3mm) ou processamento de pequeno porte, baixo custo.
- Acionamento manual: operação manual por alavanca ou pedal, utilizada apenas para processos simples (como dobrar peças pequenas no local de manutenção).
Sistema CNC (Central CNC): O "cérebro" da prensa dobradeira moderna, capaz de inserir parâmetros (como ângulo de dobra, espessura da chapa, tipo de molde) e calcular automaticamente o curso e a pressão do cursor. Suporta o armazenamento de múltiplos conjuntos de programas de processamento, com troca de processos de dobra para diferentes peças com um único clique, sendo ideal para produção em massa.
3. Quais são os componentes elétricos da prensa dobradeira?
O sistema elétrico de uma prensa dobradeira é fundamental para o controle preciso e a operação eficiente. Os principais componentes são descritos em detalhes abaixo.
Sistema de controle da prensa dobradeira
- O sistema de controle é o núcleo inteligente da prensa dobradeira, geralmente utilizando uma unidade CNC (controle numérico computadorizado) ou NC (controle numérico). O sistema interpreta dados de vários sensores, gerencia com eficiência o movimento da cabeça da prensa e a posição do batente traseiro, e ajusta o ângulo de dobra de acordo com a entrada do operador.
- O operador insere dados como geometria da peça, espessura do material e ângulo de dobra necessário no sistema de controle, e o sistema calcula e executa as operações necessárias. Sistemas de controle avançados podem armazenar múltiplos programas de dobra, melhorando assim a repetibilidade e reduzindo o tempo de preparação para trabalhos subsequentes.
- Além disso, o feedback em tempo real de uma escala linear ou codificador ajuda a fazer ajustes precisos na posição da cabeça de punção e a compensar qualquer deflexão mecânica chamada retorno elástico, garantindo assim a precisão de cada dobra.
Motores e acionamentos
- O motor e o acionamento são os componentes básicos que fornecem a energia necessária para os diversos movimentos da prensa dobradeira.
- O motor elétrico é responsável por acionar a bomba hidráulica, movimentar o punção e mover o batente traseiro para posicionar a chapa metálica com precisão. Em uma prensa dobradeira servoelétrica, o servomotor aciona diretamente o movimento do punção por meio de uma ligação mecânica, como uma correia, polia ou fuso de esferas, alcançando assim alta precisão e alta eficiência energética.
- O inversor de frequência controla a velocidade e o torque do motor para adaptar a potência de saída às necessidades de operação. O uso de um inversor de frequência (VFD) pode melhorar ainda mais a eficiência energética, ajustando a velocidade do motor de acordo com a carga, reduzindo o consumo de energia e o desgaste dos componentes mecânicos.
Painéis e fiação elétrica
- Os quadros de distribuição são o local central onde vários componentes elétricos, como disjuntores, relés e contatores, são instalados. Esses painéis são responsáveis por distribuir energia para a prensa dobradeira e proteger o sistema contra sobrecargas elétricas. A fiação organizada e claramente identificada dentro do quadro de distribuição é essencial para a solução de problemas e a manutenção eficientes.
- Além disso, esses painéis geralmente contêm controladores PLC ou CNC que interagem com a interface do usuário da máquina, fornecendo um ponto de controle centralizado para o operador. Inspeções regulares são essenciais para garantir que não haja conexões soltas ou sinais de superaquecimento, que podem causar falhas na máquina.
- Além disso, os invólucros são usados para proteger componentes eletrônicos sensíveis de contaminantes ambientais, como poeira e limalha de metal, que podem prejudicar seu funcionamento.
Interface Homem-Máquina (IHM)
- A Interface Homem-Máquina (IHM) é o principal ponto de interação entre o operador e a prensa dobradeira. As IHMs modernas geralmente são equipadas com telas sensíveis ao toque intuitivas, fáceis de navegar e que permitem ao operador inserir rapidamente os parâmetros de dobra.
- Eles exibem informações de diagnóstico importantes e monitoram métricas de produção, como ângulo de dobra e tempo de ciclo. A capacidade de armazenar e recuperar sequências de peças pré-programadas não só reduz erros, como também diminui significativamente o tempo de preparação.
- Além disso, algumas IHMs integram recursos avançados, como simulações de dobra em 2D ou 3D, que ajudam a visualizar o formato final do produto e a identificar possíveis pontos de colisão antes do início da produção propriamente dita. Esse nível de interação garante que os operadores possam alcançar alta eficiência de produção, mantendo o controle preciso sobre o processo de dobra.
- Recursos de segurança
A segurança é de extrema importância durante a operação de uma prensa dobradeira. Seu sistema elétrico contém diversos recursos projetados para proteger o operador e o equipamento. Os principais mecanismos de segurança incluem:
- Cortinas de luz: emitem luz infravermelha que interrompe instantaneamente a colisão quando bloqueada, prevenindo acidentes.
- Proteções ou cercas: Essas barreiras físicas impedem o acesso não autorizado às partes móveis da prensa dobradeira, aumentando a segurança operacional.
- Botões de parada de emergência: Esses botões estão estrategicamente localizados ao redor da máquina e permitem que o operador corte a energia rapidamente e interrompa todo o movimento em caso de emergência.
- Válvulas de Detecção de Pressão: Essas válvulas são essenciais para evitar a sobrepressurização do sistema hidráulico. Elas desviam automaticamente o fluido caso a pressão exceda um limite predefinido, protegendo a segurança da máquina e do operador.
- Controles de duas mãos: Esses controles são projetados para manter as mãos do operador longe da zona de esmagamento durante a operação da máquina, exigindo que o operador use as duas mãos para acionar o pistão, aumentando ainda mais as medidas de segurança.
4. Quais são as diferenças entre os diferentes tipos de prensas dobradeiras?
(1)A prensa dobradeira hidráulica é acionada por um sistema hidráulico e é um dos tipos mais comumente usados na indústria. É adequada para dobrar chapas grandes e de alta resistência.
Funcionalidades do componente principal
1.1 Trem de força da prensa dobradeira
- Bomba hidráulica: fornece energia hidráulica. Os tipos mais comuns incluem bombas de engrenagem, bombas de palhetas ou bombas de pistão. Elas possuem alta pressão (até dezenas de MPa) e potência de saída estável.
- Cilindro hidráulico: geralmente uma estrutura de cilindro duplo ou multicilíndrico, que empurra o cursor (matriz superior) para baixo para completar a dobra. O corpo do cilindro é geralmente feito de aço de alta resistência ou ferro fundido, e a superfície interna é retificada com precisão para garantir a vedação.
- Válvula hidráulica: incluindo válvula de alívio (controla a pressão), válvula reversora (controla a direção do movimento do cilindro hidráulico), válvula de estrangulamento (regula o fluxo), etc., usada para controlar com precisão a pressão e a velocidade do sistema hidráulico.
1.2 Estrutura do corpo da prensa dobradeira
- Estrutura: Adota uma estrutura soldada integral ou uma estrutura fundida (como uma estrutura soldada de chapa de aço), que possui alta resistência e boa rigidez. Necessita de envelhecimento para eliminar tensões internas e evitar deformações após uso prolongado.
- Bancada de trabalho: Instale o molde inferior, com um encaixe em T ou um suporte para o molde na superfície para fixá-lo. O material é geralmente ferro fundido ou aço resistente ao desgaste.
- Deslizador: Instale o molde superior, acionado para cima e para baixo por um cilindro hidráulico, com alta precisão no processamento da superfície inferior para garantir o paralelismo e a verticalidade com o molde inferior.
1.3 Sistema de matriz e punção para prensa dobradeira
- Matriz superior: Os tipos comuns incluem matriz de lâmina afiada, matriz de arco, etc., feitas de aço ferramenta de alta dureza (como Cr12MoV) e temperadas superficialmente (a dureza pode atingir HRC55-60).
- Matriz inferior: Geralmente uma matriz em forma de V, a largura do entalhe é ajustada de acordo com a espessura da chapa e o ângulo de dobra, o material é semelhante ao da matriz superior, e alguns moldes de alta precisão requerem revestimento (como cromagem dura) para melhorar a resistência ao desgaste.
1.4 Componentes auxiliares da prensa dobradeira
- Batente de material: acionado por um batente de material, parafuso ou servomotor, usado para localizar a posição de dobra da chapa com alta precisão (erro ±0,1 mm).
- Dispositivo de compensação de deflexão: Prensas dobradeiras hidráulicas de grande porte são frequentemente equipadas com um mecanismo de compensação de deflexão mecânico ou hidráulico para compensar a deformação da estrutura e do cursor sob cargas pesadas e garantir a precisão da dobra.
(2) Prensa dobradeira mecânica
Mecânico Dobradeira de prensa Fornece energia através de transmissão mecânica (como engrenagens, virabrequins), com estrutura simples e baixo custo, sendo adequado para processos de dobra de peças pequenas ou com baixos requisitos de precisão.
2.1 Trem de força da prensa dobradeira:
- Motor e redutor: O motor aciona o virabrequim, que gira através de uma correia ou redutor de engrenagens, convertendo o movimento rotacional no movimento linear ascendente e descendente do cursor. A potência de saída é mais suave do que a do sistema hidráulico, mas o torque é limitado.
- Virabrequim e biela: O virabrequim é o componente principal da transmissão, feito de aço-liga de médio carbono (como o aço 45# ou 40Cr) e temperado para melhorar as propriedades mecânicas gerais; a biela conecta o virabrequim e o pistão deslizante para transmitir a potência.
2.2 Estrutura do corpo da prensa dobradeira
- Estrutura: Fabricada principalmente em ferro fundido, compacta, porém menos rígida que uma prensa dobradeira hidráulica, adequada para condições de carga leve.
- Deslizadores e trilhos-guia: Os deslizadores são acionados pelo virabrequim, e os trilhos-guia geralmente são trilhos-guia deslizantes (como trilhos-guia de liga de cobre), que têm baixa precisão, desgastam-se rapidamente e precisam ser lubrificados regularmente.
2.3 Sistema de molde de prensa dobradeira
O tipo de molde é semelhante ao da prensa dobradeira hidráulica, mas o material e a precisão são inferiores. Geralmente utiliza-se aço ferramenta comum (como o T10A), com dureza superficial de HRC50-55, adequado para dobrar chapas finas (espessura ≤3mm).
2.4 Peças auxiliares da prensa dobradeira
- Batente manual: A posição do batente é ajustada por um parafuso ou volante, com baixa precisão (erro ±1mm), e depende de operação manual.
- Sem dispositivo de compensação de deflexão: Devido à pequena carga de processamento, o mecanismo de compensação geralmente não está presente.
(3) Prensa dobradeira CNC/NC
A prensa dobradeira CNC é uma versão aprimorada da prensa dobradeira hidráulica ou mecânica. Ela controla o movimento de cada eixo por meio do sistema CNC. Possui alta precisão e alto grau de automação, sendo adequada para o processamento em lote de peças complexas.
3.1 Sistema de Controle da Prensa Dobradeira
- Sistema CNC: como DELEM, Cybelec ou sistemas nacionais, controla o movimento em múltiplos eixos, como o eixo X (posição do batente), o eixo Y (curso do deslizador) e o eixo Z (inclinação do molde), suportando a entrada de programação de ângulo de dobra, velocidade, pressão e outros parâmetros, com uma precisão de ±0,01 mm.
- Servomotor e driver: acionam batentes, cursores e outros componentes, proporcionando alta velocidade de resposta e posicionamento preciso (como servomotor + transmissão por fuso de esferas).
3.2 Trem de força e transmissão da prensa dobradeira
- Sistema servo-hidráulico (em alguns modelos de alta gama): utiliza um servomotor para acionar a bomba hidráulica, fornece óleo sob demanda, tem baixo consumo de energia, baixo ruído e possui válvula proporcional para controle preciso de pressão e velocidade.
- Fuso de esferas ou guia linear: substituem a guia deslizante tradicional, oferecem alta eficiência de transmissão, baixo desgaste e melhoram a precisão do movimento do cursor e do batente do material.
3.3 Corpo da prensa dobradeira e dispositivo de detecção
Estrutura de alta rigidez: projeto de otimização estrutural (como soldagem integral + tirante pré-tensionado), com detecção a laser ou régua de grade para fornecer feedback em tempo real da posição do cursor e compensar dinamicamente o erro de deflexão.
Sensor de detecção de ângulo: goniômetro a laser ou codificador integrado, detecção em tempo real do ângulo de curvatura, controle em malha fechada para garantir a precisão (erro ±0,1°).
3.4 Moldes para prensa dobradeira e componentes de automação
- Sistema de troca rápida de moldes: adota um design modular, permite a troca rápida de moldes através de dispositivos de fixação hidráulicos ou mecânicos, melhorando a eficiência da produção.
- Dispositivo automático de carga e descarga: os modelos de ponta são equipados com robôs ou esteiras transportadoras para realizar processos totalmente automáticos de carga, dobra e descarga.
5. Como realizar a manutenção e prolongar a vida útil das peças da prensa dobradeira
5.1 Sistema hidráulico (Prensa dobradeira hidráulica / Prensa dobradeira CNC)
Gestão do óleo hidráulico:
Substituição regular: O óleo hidráulico de um equipamento novo deve ser substituído 3 meses após a primeira utilização e, posteriormente, a cada 1-2 anos (ajustando-se de acordo com a frequência de uso e as condições de trabalho) para evitar a contaminação do óleo ou a deterioração por oxidação.
Filtragem e limpeza: Verifique mensalmente o elemento filtrante do óleo hidráulico (elemento filtrante de retorno, elemento filtrante de sucção de óleo) e limpe-o ou substitua-o assim que estiver obstruído; limpe o tanque de óleo anualmente para remover sedimentos e impurezas.
Monitoramento de petróleo: Utilize um testador de óleo para verificar regularmente a viscosidade, a umidade e o índice de acidez, e tome as providências necessárias imediatamente caso o óleo esteja emulsionado ou as impurezas excedam os padrões.
Cilindros hidráulicos e vedações:
Verifique se há vazamentos: Inspecione diariamente a superfície da haste do pistão do cilindro. Se houver vazamento de óleo, substitua o anel de vedação (os materiais comuns são borracha nitrílica ou poliuretano) imediatamente para evitar a entrada de poeira no cilindro e o desgaste da parede interna.
Proteção da haste do pistão: Aplique graxa antiferrugem regularmente e instale uma tampa protetora contra poeira para evitar que limalhas de ferro e líquido refrigerante se acumulem e causem desgaste anormal do anel de vedação.
Grupo de válvulas hidráulicas:
Evite vibrações e folgas: Aperte regularmente os parafusos de montagem do conjunto da válvula para evitar vazamento de óleo na interface ou travamento do núcleo da válvula devido à vibração.
Limpeza do núcleo da válvula: Caso ocorra instabilidade de pressão ou movimento anormal, desmonte o núcleo da válvula para verificar se há impurezas bloqueando-o, limpe-o com querosene e reinstale-o (pessoas não qualificadas não devem operar sem autorização).
5.2 Sistema de transmissão mecânica (prensa dobradeira mecânica / prensa dobradeira CNC)
Motor e redutor:
Dissipação de calor e lubrificação: Mantenha a ventoinha do motor limpa para evitar o acúmulo de poeira que afeta a dissipação de calor; troque o óleo da engrenagem redutora a cada 2 anos e complete-o assim que o nível estiver insuficiente (o modelo do óleo da engrenagem deve corresponder ao manual do equipamento).
Inspeção de correias/engrenagens: Verifique a tensão da correia de transmissão semanalmente e substitua-a imediatamente se detectar desgaste, rachaduras ou deslizamento; a transmissão por engrenagens precisa ser limpa regularmente das limalhas de ferro na superfície dos dentes e lubrificada (como graxa à base de lítio) para evitar ferrugem.
Virabrequim e biela:
Manutenção dos pontos de lubrificação: Aplique graxa regularmente, seguindo a posição do bico de graxa marcada no equipamento (normalmente a cada ciclo de trabalho de 8 horas), para garantir que não haja ruído de atrito a seco na conexão da dobradiça.
Detecção de folga: Use um calibrador de folga para medir a folga entre o virabrequim e o mancal anualmente. Substitua o(s) mancal(is) quando a folga exceder a tolerância (como 0,1 mm) para evitar uma diminuição na precisão da transmissão devido à folga excessiva.
5.3 Manutenção da prensa dobradeira: estrutura e peças móveis
Prateleiras e bancadas de trabalho
Guias deslizantes (prensas dobradeiras mecânicas) Os copos de óleo devem ser preenchidos diariamente com óleo lubrificante (como o óleo mecânico 32#) para manter a película de óleo uniforme na superfície do trilho guia; a cada três meses, remova a tampa do trilho guia, retire as limalhas de ferro e manchas de óleo acumuladas e verifique o desgaste do trilho guia (se aparecerem sulcos visíveis, eles precisam ser retificados ou substituídos).
Fuso de esferas / guias lineares (prensas dobradeiras CNC) Limpe a superfície do trilho guia com um pano limpo semanalmente e aplique graxa (como graxa mecânica de precisão) através do bico de lubrificação. Verifique regularmente a pré-carga do par de porca e parafuso e entre em contato com o fabricante para ajuste caso encontre folga ou ruído anormal.
Ajuste de paralelismo do controle deslizante: Utilize um micrômetro para verificar anualmente o paralelismo da superfície inferior do cursor e da bancada (erro ≤0,05 mm/m) e corrija-o através do sistema hidráulico ou do mecanismo de ajuste mecânico para evitar o agravamento do desgaste unilateral.
Corrediças e trilhos-guia
5.4 Manutenção do sistema de moldagem
Especificações para uso diário
Instalação e desmontagem corretas: Ao instalar o molde, utilize ferramentas especiais (como hastes de cobre) para bater levemente nele, evitando atingir a superfície do molde; limpe as limalhas de ferro e manchas de óleo do molde imediatamente após a desmontagem e não os empilhe para evitar danificar a lâmina de corte.
Evite sobrecarga: Processe rigorosamente de acordo com a espessura e o comprimento máximos de dobra do molde e não use moldes de tamanho pequeno para dobrar chapas grossas (como usar moldes inferiores V10 para dobrar chapas de aço de 8 mm) para evitar que o molde quebre ou se deforme.
Limpeza e prevenção da ferrugem
Após cada utilização: Use ar comprimido para remover as limalhas de ferro da ranhura do molde, limpe a superfície com um pano embebido em querosene ou um produto de limpeza específico e aplique óleo antiferrugem (como WD-40) para evitar a ferrugem.
Armazenamento a longo prazo: O molde deve ser pendurado na vertical ou colocado na horizontal sobre um escorredor para evitar o contato com o ar úmido; verifique o molde regularmente (a cada 3 meses) e reaplique a graxa antiferrugem.
Reparo de desgaste
Pequenos sinais de uso: Utilize pedra de afiar ou pasta de polimento para remover suavemente as rebarbas da aresta de corte e restaurar a rugosidade da superfície (Ra≤1,6μm).
Desgaste severo: Quando o desvio do ângulo de curvatura do molde exceder 5° ou a aresta de corte rachar, ele deverá ser devolvido a um fabricante profissional para reparo por têmpera ou substituição por um novo molde (moldes fabricados internamente devem garantir que o material seja consistente com o original, como Cr12MoV).
5.5 Manutenção do sistema CNC e equipamentos de teste
Sistema CNC
Prevenção de poeira e dissipação de calor: Limpe o filtro do ventilador do painel de controle regularmente (uma vez por mês) para garantir que a temperatura interna esteja abaixo de 40°C, evitando curtos-circuitos nas placas de circuito ou o envelhecimento dos componentes devido ao acúmulo de poeira.
Substituição da bateria: A bateria de lítio do sistema (usada para salvar os dados do programa) precisa ser verificada anualmente e substituída quando a tensão estiver abaixo de 3V (o modelo geralmente é CR2032). Evite interrupções de energia e perda de parâmetros durante o processo de substituição.
Servomotores e sensores
Proteção do encoder do motor: Não colida com o codificador na parte traseira do motor. Verifique a linha de conexão regularmente (uma vez a cada trimestre) para evitar imprecisões de posicionamento devido à interrupção do sinal.
Calibração do dispositivo de detecção: Utilize um bloco de ângulo padrão para calibrar o goniômetro a laser ou a régua de difração anualmente. Recalibre quando o erro exceder ±0,1°; a superfície do sensor de deslocamento linear (como a escala magnética) deve ser mantida limpa para evitar que limalhas de ferro interfiram na leitura.
5.6 Referência para o ciclo de substituição de peças de desgaste
| Peças | Vida útil normal | Sinal de substituição | Recomendações de manutenção |
| Vedações hidráulicas | 1-2 anos | Vazamento de óleo, movimento lento | Limpe o cilindro ao substituí-lo e utilize ferramentas especiais para a instalação. |
| Correia de transmissão | 1 a 3 anos | Rachaduras, deslizamento, desgaste e formação de bolinhas. | Ajuste a tensão para o valor padrão ao substituir. |
| tubo de óleo lubrificante do trilho guia | 3 a 5 anos | Envelhecimento, rachaduras, bloqueios | Use ar comprimido para limpar o cano regularmente. |
| Mola de morte | 500.000 dobras | Redução da elasticidade, | Em caso de quebra, substitua em pares para evitar pressão desigual. |
| par de porcas de fuso de esferas | 5 a 8 anos | Ruído anormal, precisão de posicionamento reduzida | Adicione graxa regularmente e verifique a pré-carga. |
5.7 Princípios Fundamentais da Prolongação da Vida
- Operação padrão: ajuste a pressão, a velocidade e os parâmetros de flexão rigorosamente de acordo com as instruções e não utilize fora dos limites especificados.
- Inspeção regular: estabelecer registros de manutenção de equipamentos, registrar o conteúdo de cada manutenção e informações sobre peças de reposição, e facilitar a identificação de problemas.
- Controle ambiental: mantenha a oficina limpa e seca, controle a temperatura entre 5 e 40 °C, a umidade abaixo de 80% e evite poeira e gases corrosivos.
- Manutenção profissional: quando componentes complexos (como sistemas hidráulicos, sistemas CNC) apresentarem falhas, priorize o contato com os técnicos originais da fábrica para que eles realizem o reparo, evitando assim a desmontagem por conta própria e o agravamento dos danos.
Por meio de uma estratégia de manutenção sistemática, a vida útil dos componentes da prensa dobradeira pode ser significativamente prolongada (por exemplo, a vida útil do molde pode ser estendida em 30%-50% e a frequência de falhas no sistema hidráulico pode ser reduzida em 60%), enquanto a eficiência do processo e a qualidade do produto podem ser melhoradas para maximizar o retorno do investimento em equipamentos.





